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quarta-feira, 6 de março de 2013

Chavez VS Chorão, para refletir sobre a importunância que se da aos fatos que acontecem no mundo.

Neste mês de março de 2013 o facebook, por todo Brasil, se revela em luto. Mas pasmem, o luto não é pela morte de um grande líder de Estado que influenciou o pensamento de todo um continente, que representava os interesses e a valorização do povo latino-americano, o luto dos Brasileiros é, mais uma vez, pela morte de um rico burguês que dedicou a vida a ganhar dinheiro (com músicas fracas, dignas de quem esta iniciando no ramo, e letras extremamente clichês).
Chavez marcou a história da América, amado pelos mais pobres e odiado pelos ricos. Seus feitos e sua importância na política internacional são inegáveis (pelo exemplo a ser seguido pelo que fez em seu próprio país e por sua atuação nas relações com as demais nações), sendo que sua morte abala a todos indiscriminadamente (tanto os que o amavam quanto os que o odiavam).
No entanto algo muito preocupante, alarmante, ocorre para a nação brasileira na maior rede social, o facebook, a qual acaba por refletir o nível intelectual das massas por meio da expressão de opinião. Enquanto Chavez, esta figura de extrema importância mal é comentado nas 'time lines' brasileiras, Chorão (mais um produto de qualidade duvidosa do selo globo marcas) é tido como uma grande perda para o povo Brasileiro. Esta polêmica se apresenta primeiramente como algo bem simples mas que acaba por revelar a face da maior parcela da população brasileira: Pessoas despolitizadas, com nível crítico e de instrução muito baixos que acabam por dar extremo valor a perda de um produto, entre tantos, nas prateleiras dos 'supermercados' (me refiro aqui a figura do Chorão), do que para a morte de Chavez (este sim teve boa parcela de importância nas relações internacionais brasileiras).

Muitos afirmarão que 'Chavez era um ditador, um patife que batia de encontro aos interesses dos Estados Unidos', mas não importa se ele era bom ou mal aos seus olhos, mas saber ver que ele é um marco na história da América é dever de qualquer pessoa minimamente letrada (para não dizer de um verdadeiro cidadão que atua na vida da cidade). Também espero mais multidões revoltosas com minhas palavras prontificadas a defender a genialidade deste selo Globo Marcas (Chorão). Não espero, sinceramente, que acreditem em minha pessoa que o Chorão era péssimo na questão música/letra, mas que cada um que duvida disso sente-se com  profissionais sérios e eruditos da música e discutam o valor das notas empregadas nas canções do falecido. Para os que amam as letras, abordem amantes e profissionais da literatura, poesia, do campo das letras e até mesmo da comunicação a fim de consultar o nível de valor simbólico, a complexidade do texto e a forma redigida das letras musicais. Só assim, pelo estudo, pela pesquisa, pelo confronto de argumentos (e não opiniões, que não valem nada desvinculadas da argumentativa bem embasada) tenho certeza que passarão a ver esta perda 'musical' Brasileira com olhar mais crítico e menos ditatorial e extremista, tão comum aos que se dizem desprovidos de preconceitos.
Não há problema algum em apreciar, e conceber certo valor, à figura e ao trabalho do Chorão,  Paulo Coelho, Filmes como Super Xuxa contra Baixo Astral, pois com certeza eles o tem. Na vida se passa por vários níveis de aprendizado, e se é necessário os conteúdos de base para se avançar no aprimoramento do conhecimento (também os péssimos conteúdos são positivos, pois através de comparações você seleciona o que é bom ou não). Eu, por exemplo, sou fã do ator Bruce Campbell e a trilogia trash de 'A morte do demônio', com certeza advogo a favor dessa obra, mas não posso negar que ela é classificada como cine trash. Além do mais quem na vida nunca se empolgou ao ritmo de 'Atirei o pau no gato', pois foi depois de ouvir muito que você percebeu que 'atirei o pau no gato' não é a melhor e a mais complexa das letras musicais, nem sua melodia é genial apesar de ter marcado várias gerações. 

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